Confiança e trabalho em maquinários agrícolas
Por Tanner Rafael Gromowski . 18 de junho de 2020 . 10:31
Natural de Urussanga (SC), Hari Rossi veio com seus pais morar num sítio em Santa Terezinha de Itaipu quando tinha 10 anos. “Era puro mato, derrubávamos com machado, foice e serrotinho para construir alguma empresa ou residências – era tudo trabalho braçal”, relembra Hari.
Morando no campo, teve seu primeiro contato com a agricultura na prática, começando a trabalhar com maquinários agrícolas numa oficina em Santa Terezinha de Itaipu. “Eu era bem novo, tinha 17 anos. Com eles, trabalhei por seis anos e aprendi mecanização na lavoura. Em 1977, entrei na Concessionária Nacional Tratores, que revendia tratores Ford em Foz do Iguaçu e fiquei por três meses. Nesse tempo, abriram filial em Medianeira, me convidaram para trabalhar aqui e fiquei 11 anos na empresa; prestando atendimento em Serranópolis do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Matelândia, Céu Azul e Diamante do Oeste. Foi ali que adquiri experiência e comecei a gostar da profissão”, afirmou Hari.
O tempo passou e surgiu a oportunidade de criar a própria empresa e, a partir de 1988, construiu a oficina: Mecânica Agrícola Rossi. “Durante três ou quatro anos, trabalhei sozinho; chegou um momento que eu não dava conta do serviço e contratei mais pessoas para trabalhar comigo. Hoje, só trabalho com tratores de pneus. Mas, quando comecei a empresa, mexia com todas as linhas de máquinas, colheitadeira, tratores, pulverizadores e implementos; saia mais para o campo prestar atendimento”, completou.
Ao relembrar sobre o trabalho ontem e hoje, Hari enfatizou: “No início, era bem difícil porque não existia tecnologia e as máquinas eram mais simples. Hoje, o trabalho exige mais da pessoa pelas rápidas mudanças tecnológicas, exige mais conhecimento, que as máquinas fiquem prontas o mais rápido possível para a lavoura não parar, requer mais experiência e maior proximidade com clientes e parceiros. Como em qualquer outra profissão, você deve estar ciente que nunca aprendeu o suficiente e deve repassar seu conhecimento aos colegas e futuros profissionais”.
Passados 50 anos de profissão, Hari demonstra muita satisfação pela confiança e credibilidade no trabalho. “Sempre procurei trabalhar para ter um bom rendimento, que os clientes ficassem satisfeitos com o meu serviço, conquistando mais espaço no mercado e todos vestissem a camisa. Tenho cinquenta anos de profissão, sinto-me realizado, gosto do que eu faço e, enquanto eu estiver disposto e com a saúde boa, continuarei trabalhando e atendendo os clientes das cidades circunvizinhas”, concluiu.



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