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Advocacia é para os fortes e resilientes

Juliane Mayer Grigoleto nasceu em Foz do Iguaçu, no dia 22 de setembro de 1973. Filha de Olivo Francisco Mayer e Ana Pandolfo Mayer, tem um irmão: Fabiano Mayer. É casada com Marlos Wander Grigoleto, com quem tem uma filha, Mariana Mayer Grigoleto. “Sempre morei em Medianeira. Estudei no Colégio das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo até a 8ª série (9º ano). Ali fiz muitas amizades, que cultivo até os dias atuais, mesmo que nossos caminhos tenham se separado. Gostava de brincar de bonecas e de “casinha”. Na adolescência, minha paixão eram os livros. Li muitos: romances, poesia, romance policial, crônicas, biografias. Não tenho um(a) autor(a) preferido(a), tampouco um gênero específico. Vou lendo de acordo com os momentos e os interesses, os quais se transformam de tempos em tempos”, comenta.

Formada em Direito pela Unifoz, Juliane tem Especialização em Direito Civil e Processual Civil pela FGV; em Direito Imobiliário, Registral e Notarial pela Unisc; em Análise Criminal pela Verbo Jurídico; em Gestão Pública pela Faculdade São Braz. Mestrado em Ciências Sociais Aplicadas pela UEPG. “Contribuí para a implantação do Curso de Direito da Uniguaçu, onde fui Coordenadora e Professora até junho de 2022. Atuo na Procuradoria Geral do Município de Matelândia, como Advogada, lidando com questões de Direito Público (Administrativo, Ambiental, Tributário, Previdenciário etc) e no Escritório Marsaro & Grigoleto Advogados, em causas cíveis, trabalhistas e previdenciário”, relata a advogada.

Em junho deste ano, Juliane recebeu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil de Medianeira, profissionais de advocacia, estudantes de direito, imprensa e convidados, para apresentar o trabalho acadêmico que se tornou livro. “Essa obra é resultado da minha pesquisa durante o Mestrado na UEPG e aborda as relações entre pessoas do mesmo sexo, focando a afetividade. O trabalho foi desenvolvido em 2004 e aborda a homossexualidade, prática que acompanha a história da humanidade. No campo do Direito brasileiro, a obra enfoca as bases para a não-discriminação amparadas na Constituição Federal”, salienta. Segundo ela, o livro se propõe a abordar a homossexualidade como uma manifestação da sexualidade fundada na afetividade, para tratar dos aspectos jurídicos limitadores e possibilitadores da união homossexual. “Em virtude da amplitude da matéria, o estudo da jurisprudência se ateve aos Tribunais do Sul do Brasil (TJPR, TJSC, TJRS e TRF-4ª Região). A incursão pelo Direito Comparado tem por base o parecer do Senado Francês, além de examinar as codificações da Alemanha, da Inglaterra, do País de Gales, da Bélgica, da Dinamarca, da Espanha, da Holanda, de Portugal. Além disso, traz o posicionamento dos Estados Unidos e do Canadá quanto ao tema ‘união homossexual’. A temática permanece atual e a pesquisa jurisprudencial foi atualizada. A publicação da dissertação em forma de livro foi a realização de um sonho pessoal e tem o objetivo de levar conhecimento e informação às pessoas”, destaca.   

Sobre sua profissão e atuação, a advogada afirma que a Constituição Federal preceitua que os profissionais da advocacia são essenciais à administração da Justiça. “E faço minha as reflexões de Lênio Streck de que a advocacia é para os fortes e resilientes. Nosso trabalho é incessante. Estudamos, pensamos, perseveramos, lutamos e amamos nossa profissão”.

Advogada há mais de 20 anos, Juliane ressalta que é do tempo do processo físico, das publicações no Diário da Justiça, dos carimbos. “Estamos na era digital e precisamos nos modernizar, utilizando ferramentas de Big Data e Inteligência Artificial, sem descuidar do atendimento jurídico humanizado. Temos as facilidades de poder cumprir prazos de qualquer lugar que tenha acesso à internet. Transcendemos os espaços físicos e também nos socializamos mais, em coworking. Utilizar sistemas informatizados, otimiza nosso tempo, mas não substitui o conhecimento jurídico, que deve ser constante, haja vista que o Direito se transforma”, finaliza.

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Por: Ana Cláudia Valério

Mestre em Educação, Especialista em Docência no Ensino Superior e graduada em Comunicação Social – Jornalismo. Tem experiência em Jornalismo nas áreas de Televisão, Assessoria de Comunicação e Jornal Impresso, tendo trabalhado em veículos de comunicação, instituições de ensino superior e campanhas políticas. Hoje é editora do Jornal Mensageiro e coordenadora de Gestão e Memória da Casa da Memória Roberto Antonio Marin, de Medianeira.

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