homenagem
Quando a Camisa 7 silencia, a História fala: até breve Rui Vencatto
Texto por assessoria casa da memória de Medianeira . Fotos por Fotos Acervo Família Vencatto/ Arquivo Casa da Memória RAM . 11 de dezembro de 2025 . 11:24
Medianeira é terra de muitos talentos, tanto no aspecto cultural como no esporte, isso não é novidade para ninguém. O que muitos medianeirenses não sabem é que Medianeira já viveu a “era de ouro” do futebol.
O esporte que é o mais querido entre os brasileiros, esteve presente desde a chegada dos primeiros moradores na região. A empresa Colonizadora Bento Gonçalves destinou áreas para espaços de lazer, clubes, campos de futebol e aos poucos, vários campos de futebol surgiram tanto na área urbana como rural.
Ao final da década de 1960 chegou em nossa cidade um personagem que se tornaria a grande estrela do futebol da região. Seu nome era Rui Antonio Vencatto – “o camisa 7” – ponteiro direito que trouxe muita alegria para os amantes do futebol. Nascido em 13 de julho de 1948, na Linha Feijó, município de Caxias do Sul-RS, teve sua carreira futebolística consolidada na região a partir de 1967, quando chegou a Medianeira em uma visita aos pais, Rita e Gilmar Vencatto, que já haviam fixado residência na cidade desde 1965, para trabalhar no frigorífico instalado aqui.
Rui, uma figura alegre e irreverente foi disputado entre os times de futebol da região nas décadas de 1960 e 1970. Jogou em equipes profissionais de futebol no Rio Grande Sul, como o Grêmio de Porto Alegre e Ipiranga em Erechim. Sempre contava que dividiu a bola com outras grandes estrelas do futebol como Pelé e Garrincha em um amistoso que aconteceu em Assunção, no Paraguai.
Em 1972, Rui atuando no time de futebol CESUM – Clube Esportivo Social União Medianeirense, conquistou a Taça Paraná de Futebol Amador, um feito que foi comemorado em grande estilo. Para quem viveu aquele momento, deixou registrado na memória o grande jogo de futebol realizado na cidade, que reuniu milhares de pessoas ao redor do campo e a explosão de alegria que se seguiu após a vitória. No ano de 1974, foi a vez do Clube Esportivo e Recreativo Aymoré, de Matelândia, ter o privilégio de manter Rui Vencatto como jogador em seu elenco e conquistar o título da Taça Paraná de Futebol Amador.
Rui Vencatto tinha o domínio da bola em seus pés. Em conversas com seus admiradores, muitos afirmam que “depois do ponteiro direita Flecha, Rui foi considerado o segundo melhor ponteiro direita do Rio Grande do Sul” – outros dizem que “de Cascavel a Foz do Iguaçu, Rui Vencatto foi sem dúvida o melhor jogador de futebol que a região já teve”.
Essas e tantas outras lembranças compõem um patrimônio afetivo que jamais se perderá. São histórias que permanecerão vivas na memória de todos que testemunharam aqueles tempos e, sobretudo, na vida de quem teve o privilégio de conviver com essa grande estrela do futebol regional. No último dia 03 de dezembro, aos 77 anos, o nosso eterno Camisa 7 silenciou — mas seu brilho não. Ele partiu deixando uma saudade profunda, um rastro de afeto e as marcas inesquecíveis de sua passagem entre nós. Sua trajetória, agora transformada em lembrança, também se torna história: registrada, preservada e destinada a inspirar as futuras gerações que encontrarão, nos relatos e nos arquivos, a grandeza de um jogador que ultrapassou as quatro linhas e se tornou parte da identidade de nossa comunidade.





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