MEDIANEIRA
Educação como política pública: avanços, metas e desafios
Texto por Ana Cláudia Valério/ Pesquisa . Fotos por divulgação . 22 de janeiro de 2026 . 09:58
Em Medianeira, a educação pública vem ganhando destaque nos últimos anos, mas ainda enfrenta desafios que exigem diálogo entre gestores, famílias e os diversos níveis de governo. Mais do que cumprir um dever legal, pensar a educação como política pública significa alinhar investimentos, metas e práticas que estejam conectados com as necessidades da comunidade.
DESEMPENHO QUE CHAMA A ATENÇÃO – Medianeira figura entre os municípios com melhores resultados no Estado em avaliações nacionais. No IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2023, o município se manteve com 7,1 nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), resultado divulgado em 2024, ficando entre as 10 melhores notas do Paraná e em terceiro lugar na região Oeste.
Esse indicador leva em conta taxa de aprovação e rendimento em português e matemática, sendo um termômetro importante da qualidade do ensino.
Além disso, o Índice de Desempenho na Área da Educação, calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), indica que Medianeira tem um histórico de evolução consistente ao longo da última década.
UMA REDE DIVERSIFICADA E DESAFIADA POR DEMANDAS CRESCENTES – Medianeira conta com dezenas de unidades educacionais distribuídas entre educação infantil, ensino fundamental, médio, profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Escolas estaduais como o Centro Estadual de Educação Profissional de Medianeira (CEEP) ofertam cursos técnicos, uma importante porta de entrada para a formação profissional.
INVESTIMENTOS E POLÍTICAS PÚBLICAS EM FOCO – A educação em Medianeira recebe recursos por meio de diferentes mecanismos de financiamento — incluídos o FUNDEB, que redistribui verba por número de alunos e outras variáveis, e repasses diretos do governo estadual para manutenção e expansão de programas.
No Paraná, a educação é considerada referência nacional em vários indicadores, o que reforça o compromisso do estado com políticas públicas que estimulem a permanência e o aprendizado em sala de aula.
Nos últimos anos, o governo estadual intensificou investimentos em áreas como:
- Expansão da educação em tempo integral, ampliando a oferta em diversas regiões — uma política que já atende a dezenas de milhares de estudantes no Paraná.
- Melhoria da infraestrutura escolar, por meio de programas de reforma e modernização das unidades estaduais.
- Valorização profissional, via contratação e formação continuada de docentes e equipes escolares.
No entanto, como em muitos municípios brasileiros, a continuidade e a qualidade dessas ações dependem da articulação entre executivo municipal, governo do estado e políticas federais, além da participação ativa da comunidade escolar.
DESAFIOS QUE AINDA PREVALECEM – Apesar dos indicadores positivos, Medianeira enfrenta desafios típicos das políticas públicas de educação:
Ampliação e qualificação da educação integral – A adoção de tempo integral ainda é desigual entre as escolas, refletindo a necessidade de mais recursos e formação docente para atender a essa modalidade de ensino em todo o município.
Na Rede Municipal (Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental), Medianeira vem implantando, de forma gradual, a educação em tempo integral, por meio de fomento do Governo Federal, especialmente através do Programa Escola em Tempo Integral, instituído pela Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023, que tem por finalidade estimular a criação e a ampliação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica, na perspectiva da educação integral. Ressalta-se que a oferta atual ainda é incipiente, evidenciando a necessidade de ampliação dos investimentos, da infraestrutura física e do quadro de pessoal, bem como do aporte de recursos próprios, a fim de viabilizar a consolidação e a expansão dessa modalidade de ensino em toda a rede pública municipal.
Valorização docente – Professores e educadores precisam de apoio contínuo, com oportunidades de formação e melhores condições de trabalho — aspectos que muitas vezes dependem de políticas estaduais e federais.
Desigualdades e permanência estudantil – Garantir que todos os alunos permaneçam na escola até o fim do ensino médio, com aprendizado efetivo, continua sendo um desafio que exige políticas integradas entre educação, assistência social e saúde.
EDUCAÇÃO COMO POLÍTICA DE FUTURO – Importante frisar que a educação é mais do que um conjunto de resultados numéricos, é uma ferramenta de transformação social. Os avanços no IDEB e em outros indicadores mostram que é possível fazer mais com eficiência, mas também revelam que políticas públicas sólidas precisam de continuidade, recursos e participação comunitária.
Quando a educação deixa de ser tratada como pauta episódica para se tornar uma prioridade permanente, os efeitos reverberam não apenas nas escolas, mas em toda a sociedade, impulsionando desenvolvimento, igualdade e oportunidades para as novas gerações.



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