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Café Analítico

Abuso psicológico

Quando falamos em relacionamentos abusivos pensamos logo em violência física e marcas pelo corpo. Porém, muitas vezes sutil, mas tão devastador quanto, é a violência psicológica.

Quando estamos numa relação buscamos paz, amor, alegria, compartilhamento de momentos felizes, cumplicidade, carinho, enfim, buscamos trilhar um caminho em comum com alguém especial, que nos incentive a sermos o melhor que podemos ser. Mas, em alguns casos, ou talvez em muitos casos, não é isso o que acontece.

Não raro, nós, profissionais da psicologia, ouvimos relatos de situações de abuso emocional e submissão em relacionamentos doentios. Nestes casos, o parceiro(a) não comete agressão física, mas destrói o psicológico do outro. Nestes casos, a pessoa menospreza o parceiro, diminui, faz com que ele sinta-se incapaz, menor, frágil e triste. O parceiro faz a pessoa acreditar que, caso termine a relação, ninguém mais vai querer ficar com ela. Quanto mais o tempo vai passando, mais fragilizada vai ficando a pessoa e mais difícil fica para pôr um fim à relação.

Mas como saber se estou num relacionamento abusivo? A primeira coisa a fazer é questionar: Se não me sino bem no relacionamento, por que continuo nele?

Além de questionar-se, há alguns sinais que podem lhe ajudar. Por exemplo, se você, com frequência, tem dúvidas sobre si mesmo e começa a acreditar que está louco. O abusador tende a lhe convencer que você está fora de si, que não está bem da cabeça.

Outro sinal é estar num estado de confusão em que você se vê pedindo desculpas o tempo todo e dando desculpas aos amigos e familiares para justificar as atitudes do parceiro(a). Você sente que tem alguma coisa errada na relação, mas não consegue explicar o que é, abre mão das suas vontades para agradar o outro e passa a mentir para si mesmo(a). Constantemente vem o pensamento de que não se é bom o suficiente tanto para o parceiro, quanto para si. Nestes casos, repense a relação e se está vivendo uma situação de abuso psicológico. Sair dessa é possível, sempre.

Se você se destrói para construir outro alguém, isso não é amor.

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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