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Agressividade: Freud explica

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Vivemos dias sombrios. Uma vibração pulsante no ar que nos inquieta, desassossega. Alguns reagem recolhendo-se, outros partem para o embate, para a violência, para a tentativa de diminuir o outro para engrandecer a si próprio e às suas ideias. Não há respeito e sobra intolerância. De repente, quem menos imaginamos, nos ataca com fúria e ódio.

Vivemos, há poucos dias, uma situação extrema num colégio de Medianeira, um recorte da situação atual. Onde mais uma vez, a intolerância e falta de empatia foram o pano de fundo para uma reação desesperada. É a violência (seja ela física ou psíquica) gerando mais e mais violência.

E a gente se pergunta: De onde vem tanta intolerância e agressividade? Como pessoas que até então pareciam pacatas, de repente mostram-se agressivas?

Para Freud, isso está ligado ao que ele chamou de ID, uma parte inconsciente da nossa psique responsável pelos impulsos mais primitivos de sobrevivência, agressividade e sexualidade. São nossos desejos mais primitivos, geralmente, reprimidos. O ID está relacionado a todos os nossos impulsos não civilizados, aos nossos impulsos animais. Como uma voz dentro da cabeça que diz: “Se der vontade, faça!”

Nestes momentos, deixamos de dar ouvidos ao superego (responsável pela noção de moralidade e civilidade) e nos rendemos aos instintos mais selvagens. Voltamos a agir como o homem das cavernas, regredimos moralmente.

Para exemplificar, você está muito irritado com alguém e quando vê esta pessoa, entra em estado de cólera e dá um soco nela ou a agride com xingamentos, sem conseguir controlar-se. Isso é o ID. Mas, se você encontra esta pessoa, até tem vontade de xingá-la ou dar um soco, mas se contém e segue seu caminho, seu Superego (noção de moral e civilidade), então, sobressai ao ID. Casos de violência e abuso sexual, por exemplo, estão ligados à predominância do ID sobre o Ego e Superego. Paixões e desejos incontroláveis também.

Somos seres em construção e contínua evolução e, portanto, o entendimento e controle destes impulsos faz parte deste processo evolutivo e de civilidade.

“O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.” Mario Quintana

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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