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Café Analítico

Como lidar com meus demônios?

Você já se sentiu mal, psicologicamente, algum dia? Aquela sensação de que a vida não está caminhando para onde queria, que as situações ao redor parecem incontroláveis e que as forças estão esvaindo em vão?

Então, essas sensações são comuns ao humano, mas para a nossa saúde, não devem ser uma constante. Mas o que fazemos para mudar isso? Geralmente, a princípio, nada. Tendemos a pensar que logo vai passar, que é só uma fase, que se mudar de trabalho, de cidade ou de relacionamento, as coisas vão melhorar. E assim o tempo passa e nada muda. Nos vemos anos após, reclamando e sofrendo pelas mesmas angústias, num atormentado “looping” mental que nos aprisiona.

Nós ficamos tão atrelados mecanicamente ao dia-a-dia que não paramos para pensar sobre o que nos está fazendo mal. E vamos levando… levando… até que um dia chegamos ao ponto em que não dá mais. O nivel de estresse, ansiedade e sofrimento chegam ao limite e ultrapassam a vontade de ir levando. Estes sintomas nos paralisam e somos quase que obrigados a olhar para eles.

E então, como lidar com os nossos demônios? Na correria diária, colocamos tudo como mais importante e deixamos de lado a saúde mental. Mas não adianta a gente correr, sobrecarregar, atingir metas e não cuidar e organizar os nossos pensamentos e emoções, pois com a nossa saúde mental desequilibrada, tudo ao redor se desestabiliza, se desequilibra também.

Jung diz que a pior coisa que podemos fazer diante de qualquer adoecimento emocional é ignorá-lo, deixar para resolver depois, pensar que é besteira e que logo passa… não passa. O tempo só vai fazer com que o problema cresça e, mais triste, vá se repetindo, apesar de estarmos vivendo situações diferentes. É fantasioso acreditar que os problemas emocionais se resolverão sozinhos.

E o que devemos fazer? Devemos buscar ajuda terapêutica, a ajuda de um profissional capacitado. Às vezes, gastamos muita energia tentando nos convencer de que está tudo bem, quando na verdade não está. Não há nada mais libertador do que encarar os problemas de frente, jogar luz sobre as questões mais escondidas para seguirmos em frente leves e saudáveis. Ter em mente que “Aquilo a que a gente resiste, persiste”.

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.

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