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O papel da vítima

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Difícil entender que colocar-se no lugar da vítima não é algo positivo. Muitas vezes, ao longo da vida, somos vítimas de diversas situações, nas mais variadas circunstâncias. Mas, ser vítima em alguns momentos de trauma e dor não significa que devemos permanecer neste papel. O lugar de vítima deve ter prazo de validade. Ficar ali, além de confortável, estagna. É ficar inerte e alheio ao movimento da vida.

Quando desempenhamos o papel de vítima, temos a sensação prazerosa de estarmos sendo protegidos, amparados. Temos a atenção das pessoas e isto, de alguma forma, nos conforta. Então, ficar neste papel pode até dar uma boa sensação, mas nos faz ficarmos estagnados, pois ali, não nos desafiamos.

Quem faz do vitimismo uma extensão da própria personalidade acredita que tudo o que acontece é culpa dos outros ou das circunstâncias. Nada é de sua responsabilidade. Se não consegue se relacionar bem com os amigos, é porque eles não o entendem; se tem brigas em casa, a culpa é dos pais; se não passa numa prova, a culpa é de alguém que atrapalhou sua concentração; e por aí vai.

São pessoas que não tomam as rédeas das suas vidas nas mãos. Deixam sempre levar-se pelos acontecimentos sem se esforçarem para mudar a própria realidade.

Sempre podemos mudar algo em nossas vidas. Por mais difícil que seja uma situação, sempre há caminhos. Ficar parado só faz com que cada vez mais nos acostumemos com o que nos causa mal e ficamos andando em círculos na vida, sem contestar a si mesmo para que seja dado um passo em direção à mudança.

Todos nós conhecemos alguém assim. Aquela pessoa que vive reclamando de tudo. Se não foi trabalhar, era porque estava chovendo; se não cumpriu um prazo combinado, foi porque outra pessoa atrapalhou; se ficou resfriado foi porque alguém o induziu a ter saído no tempo frio. Para todas as situações a vítima tem um culpado que jamais será ela própria.

Vitimar-se tira a nossa capacidade de ação e a responsabilidade sobre tudo o que nos acontece. Apesar das escolhas, a vítima sempre terá uma desculpa para o fracasso que, na maioria das vezes, será responsabilidade do outro.

Mas somos nós que dirigimos nossas vidas e temos a capacidade de promover as mudanças necessárias para torna-la agradável e feliz. Não temos que ter pena de nós mesmos. Vamos encara-la de frente e assumir a direção.

“Ao se fazer de vítima você perde toda a energia que poderia usar para vencer na vida. Deixe de ser o coitadinho da sua história, e passe a ser dono dela.” Diana Wingerter

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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