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Café Analítico

Relacionamentos abusivos

Você apaixona-se. Então, o mundo passa a girar em torno do ser amado e tudo o que a pessoa faz você acha graça. Reações e crises de ciúme você entende com uma declaração de amor. Porém, na medida em que o tempo passa e a relação torna-se mais séria, pode começar a haver falta de respeito e até mesmo violência, sem que você se dê conta.

São os relacionamentos abusivos. Relações nocivas e doentias, em que, tão prejudicial quanto a violência física, a violência psicológica impera. E aí, tanto homens, quanto mulheres podem oprimir o parceiro.

Se você está com alguém que não lhe deixa ser quem você é, que tenta mudar você; que lhe afasta dos amigos, lhe isola dos demais, até mesmo da família; que põe um peso nas suas costas, alegando que as suas atitudes em que discorda são os motivos da infelicidade do outro… cuidado! você pode estar sendo vítima de um relacionamento abusivo.

Se a pessoa interfere na sua individualidade, atrapalha os seus projetos profissionais, manipula a sua vida, restringe a sua liberdade, tem cenas violentas de ciúmes quando liga para você e não é atendido prontamente, você pode estar vivendo um relacionamento abusivo.

E um dos sintomas mais prejudiciais é a perda da identidade. Você não sabe mais quem você é, do que gosta, das coisas que pretende fazer no futuro, pois seu parceiro toma as rédeas da sua vida e é ele quem decide sobre o que você quer ou não. Então, em determinado momento, você entristece. Fica depressivo, triste, infeliz e perde as forças para reagir.

Muitas pessoas vivem ou já viveram relacionamentos abusivos sem se darem conta disso porque não foram agredidas fisicamente. Mas a agressão psicológica é tão prejudicial, quanto a física.

Você começa a gostar menos de si mesmo e passa a crer que sem o parceiro não irá sobreviver. E este pensamento lhe enreda como uma prisão.

Vale levar em consideração o que disse o poeta Mario Quintana: As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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