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Sobre a hipocrisia

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A hipocrisia é algo que vemos com frequência no dia a dia. Até nós mesmos, quando não nos policiamos, em muitas situações, acabamos sendo, em algum momento, hipócritas. Ser hipócrita, de acordo com o dicionário, significa: ser falso, dissimulado. É o ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções. E quem não conhece ou convive com pessoas assim?

Engana-se quem acredita que o hipócrita se dá bem. Ele pode até atingir seus objetivos, enganar as pessoas, transitar pelos mais variados meios sendo simpático, porém, sem dar-se conta, é a pessoa mais prejudicada. Explico: quem vive de máscaras acaba por não conhecer a própria face no espelho. Sem se conhecer, a pessoa se perde, fica à mercê das situações, das pessoas ao redor e vive em desequilíbrio.

Li uma frase muito bacana esta semana de autor não definido, que dizia: ‘Se não posso ser transparente, não sou livre’. E é por aí mesmo. Quem vive de frágeis aparências fica preso aos personagens que cria e aos poucos vai sufocando, adoece. E o adoecimento pode ser no corpo, na mente e na própria alma. Não raro, vemos muitas pessoas em depressão profunda por terem se perdido em meio aos personagens que elas mesmas criaram, sofrendo por não terem mais o equilíbrio do autoconhecimento.

Ser hipócrita é ter a necessidade da constante aprovação do outro para viver. É moldar-se ao meio para ser aceito, admirado, absorvido por onde transita. Mas, quando precisamos da aceitação de todos ao redor para nos sentirmos bem, fica claro que não gostamos, não aceitamos, ou não fazemos a menor ideia de quem somos para nos amarmos. Quem se ama aceita quem se é.

“Há, mas há toda uma pressão social em cima de quem destoa dos grupos culturalmente mais comuns e aceitos!”. Sim, há. Mas, para nos amarmos, nos aceitarmos e nos conhecermos temos que ser fortes e enfrentar tudo o que fere a alma ou que nos impede de termos paz. “Ninguém disse que seria fácil!” – já dizia um velho e sábio amigo. E para crescermos e evoluirmos enquanto pessoas, cedo ou tarde, teremos que encarar a nossa verdadeira imagem refletida no espelho.

“O caminho de volta para a alma desconstrói as máscaras para resgatar as asas. É deixar de ser o que querem que a gente seja, para ser mais essência.” Meire Oliveira

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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