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Café Analítico

Vista o branco

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Em algum momento da vida, cada um de nós vai precisar da ajuda de um profissional da saúde, seja um médico, um enfermeiro, um técnico. E é muito provável que neste momento estejamos muito vulneráveis, aflitos e com medo. Então, nesta hora, todas as nossas vulnerabilidades são colocadas nas mãos destes profissionais.

Quem de nós nunca reclamou de ser mal atendido por um médico rabugento? Por ter levado uma injeção doída dada com má vontade por um enfermeiro mal humorado? Pois é… nestas situações de fragilidade, quando tememos o que vem pela frente e todas as nossas certezas desaparecem, a maneira como somos acolhidos, como somos cuidados e compreendidos fica muito mais intenso, qualquer ato mais bruto fica muito maior, como uma cutucada na ferida aberta. Enfraquecidos, somos mais suscetíveis a sofrer mais intensamente as emoções. É o sofrimento psíquico, a dor da alma, o desespero.

Não é a toa que no inconsciente coletivo os anjos vestem branco, a assistência veste branco, o simbolismo da paz é o branco. Não é a toa.

No caso da espiritualidade, também a buscamos com maior intensidade quando estamos em sofrimento, seja ele qual for.

Neste momento, eu estou escrevendo sentada confortavelmente no sofá com uma xícara de café ao meu lado e você, provavelmente, está lendo este texto na tranquilidade da sua casa. Mas também neste exato momento, em que a humanidade se recolhe, todo esse povo de branco está lá, em pé, na linha de frente  do combate, tentando superar o cansaço, a dor e as próprias fragilidades emocionais para dar conta das nossas vidas. E nós precisamos deles… e eles contam com a nossa compreensão, com o nosso amor incondicional. Como nós precisamos deles, mais do que nunca no último século, eles também precisam de nós e não há lados opostos nesta hora, há o lado da luta pela vida.

Somos uma grande equipe agora. Somos uma rede global de humanos, uns dependendo dos outros para nos mantermos vivos, para nos mantermos saudáveis. Neste momento da humanidade, todos nós, sem muros, sem divergências e sem distinção… todos vestimos branco.

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Por: Camyle Hart

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 1999, atuando por 15 anos na área, em diversos veículos de comunicação do Paraná. Pós-graduada em Comunicação e Mercado na Era Digital.
Formada em Psicologia pela Faculdade Anglo Americano – Foz do Iguaçu, especializando-se em psicologia Junguiana. Atualmente, mantém uma coluna sobre saúde mental nos jornais Nossa Folha e O Mensageiro, ambos de Medianeira. Mantém um blog sobre temas da psicologia e atua como psicoterapeura, no contexto ‘home care’(domiciliar) e online.

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