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Meninas dão adeus mais uma vez ao título mundial

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Não sei dizer se já vi tudo no futebol, seja ele no campo, nas quadras com grama sintética ou em ginásios. Mas posso afirmar com absoluta certeza: só ganha jogo quem tem qualidade, seja ela técnica ou tática, além de um bom grupo de atletas.

Macumba ou outra coisa não ganha jogo. Se fosse verdade, o clássico Ba-Vi terminaria empatado todas as vezes. Mas como Deus não entra em campo para jogar bola ou outra instituição, é claro que tudo não passa de divagações.

Ouvi no final de semana que passou que uma determinada equipe estava sendo prejudicada porque alguém teria feito um desses trabalhos e isso vinha prejudicando o desempenho da equipe. Pode até ser que essa equipe não esteja conseguindo bons resultados. Mas avalio que isso se deve à sua qualificação técnica e também a superioridade de seus adversários. Não há outra explicação, por mais que se tente, com a passionalidade tão comum de torcedores e dirigentes, querer justificar o injustificável. O fato é que isso provocou muita gargalhada. Mas, por via das dúvidas, (toc, toc, toc…) três batidinhas na madeira para espantar as coisas ruins.

Enquanto isso, as meninas do Brasil estão mais uma vez fora da disputa de um mundial. Lá se vai, me parece que agora em definitivo, o sonho de ver Marta, Formiga e Cristiane campeãs mundiais. Elas até podem estar em atividade daqui mais quatro anos, mas certamente não teriam a condição física de estar em campo para uma competição dessa natureza.

A renovação é necessária. Mas por outro lado, seria um bom prêmio para quem tem levado o futebol feminino aos campos espalhados pelo mundo todo. Até diria que, não veremos uma nova Marta ou uma nova Cristiane tão cedo, mas outros nomes surgirão e darão conta do recado.

O que é preciso fazer é incentivar mais, patrocinar mais, apoiar mais o futebol das mulheres. E isso vai muito além de um simples batom. Reconhecer que elas também podem praticar esse esporte e com condições de levar milhares de pessoas anualmente aos campos de futebol em todo o mundo. O futebol feminino brasileiro já tem sua consagração.

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Por: João Hermes

Radialista e cronista esportivo do Jornal Mensageiro desde 1985.

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