Especial

UNIMED OESTE DO PARANÁ

Estudo, preparação e parcerias foram determinantes no combate à pandemia de Covid-19

A Unimed e o Jornal Mensageiro prepararam uma série de reportagens sobre o trabalho que vem sendo realizado pela cooperativa médica desde antes dos primeiros casos de Covid-19 na região até hoje. Uma ação conjunta realizada em diversas frentes e com muito profissionalismo e dedicação.

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O Diretor Presidente da Unimed Oeste do Paraná, Dr. Mauricio Garcia avalia que de um modo geral estamos passando pela pandemia com menos problemas do que se imaginava no início. E isso se deve muito à parceria construída desde o começo

“Mudou muita coisa nesses seis meses, o pensamento muda. O tempo em que eu estava internado, fiquei analisando que a gente precisa viver mais, aproveitar mais a família, e não só viver para o trabalho. O trabalho é importante, mas não precisa tanto. Além disso, ajudar outras pessoas. Isso faz muito bem”. Realmente muita coisa mudou na vida do empresário Eliseu Zimmerman da Motta. A lição que ele tira da luta contra a Covid-19 é algo aparentemente simples, mas os 35 dias internado entre a vida e a morte mudaram a sua forma de viver e enxergar a vida. E não foi só o pensamento, a doença deixou marcas físicas: 26 kg a menos, várias cicatrizes e a bolsa de colostomia, com a qual ele conviveu até duas semanas atrás.

A história de Eliseu é emblemática, pois dentre os vários pacientes que conseguiram sobreviver e superar a doença, ele foi um dos primeiros casos graves em Medianeira. Tudo começou ainda em junho. “Os primeiros sintomas foram dor de barriga e dor de cabeça. Procurei o hospital, fiz o teste da Covid-19 e deu negativo. Estava me tratando em casa, mas a dor não passava, então procurei o Hospital novamente, foi aí que os médicos constataram que eu estava com Covid-19 mesmo e com o pulmão bem comprometido. Fui transferido para Cascavel, para o Hospital São Lucas, onde fiquei 10 dias. Cheguei lá bem, consciente, mas com bastante dor. Nos cinco primeiros dias não consegui comer, mas depois fui melhorando. Tive alta e fiquei 15 dias em casa. Estava bem, me alimentando normal, até que um dia passei mal e desmaiei, foi quando deu trombose no intestino e no pulmão. Fui transferido do Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz para o Hospital Madre de Dio, em São Miguel do Iguaçu, já entubado. Fiquei lá mais 35 dias. Foi muito difícil, a minha família foi tudo para mim, tanto as filhas, como os genros, minha esposa, meus irmãos e amigos. Todos ajudaram no que precisei. Eu fiquei 20 dias entubado e quando acordei nem sabia que havia operado o meu intestino e que tinha sido colocada a bolsa de colostomia. Os médicos e enfermeiras que me contaram o que tinha acontecido. Eu levei um choque, mas só sobrevivi porque eles fizeram a cirurgia, foi a partir dali que eu comecei a reagir”, relata.

A reação de Eliseu contou um ingrediente especial: o amor. “Eu estava um pouco desanimado, era muito tempo no Hospital e parece que as coisas não andavam. Os boletins indicavam que eu estava estável, mas o tempo parece que não passava. Daí um dia eu falei para o Doutor se meus netos poderiam me visitar e ele disse que não, mas que poderiam gravar um vídeo. Quando eu assisti, parece que me deu um ânimo, que eu precisava sair para ajudar a cuidar e aproveitar eles. Aquele vídeo me trouxe de volta. Eu também acredito muito em Deus e acho que ainda tenho uma missão para cumprir nesse mundo. Eu estava praticamente do outro lado e voltei”, relembra emocionado.

Eliseu complementa que além do amor da família e amigos, ele está bem hoje graças aos profissionais de Saúde e à assistência oferecida pela Unimed antes, durante e depois. “Eu tenho muito a agradecer ao Hospital Madre de Dio. Os médicos ficaram ao meu lado o tempo todo. Tive toda a assistência da Unimed  também. A gente paga um plano, mas nunca pretende usar, mas eu precisei e fui muito bem atendido. Eu só tenho a agradecer. Desde o início, a Unimed nunca negou nada e as liberações foram muito rápidas. Após a minha cirurgia também, eles vieram aqui em casa: médicos, funcionários, fisioterapeuta, psicólogo, para ver como eu estava. Foi surpreendente, foi demais.  O atendimento da Unimed foi 10, eu não tenho outra nota para dar, senão 10”, avalia o empresário.

A nota 10 atribuída à Unimed pelo beneficiário chancela todo o trabalho feito pela cooperativa médica desde o início da pandemia. Muito antes do primeiro caso, médicos, direção e colaboradores já começaram a se organizar para entender o problema. “Em fevereiro, nós já estávamos conversando com a prefeitura de Medianeira e com todos os setores envolvidos: Corpo de Bombeiros, SAMU, Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz para começar a pensar como íamos combater essa pandemia. Dali em diante, surgiram vários projetos e treinamentos que foram feitos nos Hospitais, no nosso laboratório, na Clínica de APS. Não fizemos nada sozinhos. De início eram nossas equipes apenas que coletavam exame, porque a gente fez treinamento específico e tinha condições de fazer. Conforme a pandemia foi se expandindo, novas equipes foram disponibilizadas pela prefeitura também. Além disso, a Unimed disponibilizou uma canal via WhattsApp para atender não só beneficiários, mas toda a população, atendendo em casa inclusive. Vários médicos da Unimed, podemos citar o Dr. Rodrigo Otavio Gama França e a Dra. Cristiane Maria Binder Farinazzo, estudaram muito a Covid-19 desde o início e nós fomos acompanhando esse processo. Através disso, a gente conseguiu organizar a parte macro do processo, mas ao mesmo tempo, toda parte da enfermagem, em que nós contamos com todo o apoio da APS, os colaboradores do laboratório, todo mundo teve uma participação muito grande, cada um na sua área. Nós médicos, além do atendimento, tivemos o papel de organizar, mas à frente nós tínhamos muita gente bem treinada para poder dar o atendimento”, explica o Diretor Presidente da Unimed Oeste do Paraná, Dr. Mauricio Garcia.

O médico avalia que de um modo geral estamos passando pela pandemia com menos problemas do que se imaginava no início. E isso se deve muito à parceria construída desde o começo. “Esse trabalho foi muito salutar, tivemos um número de óbitos pequeno. Lembrando que entre beneficiários da Unimed foram apenas dois óbitos em toda nossa área de atuação. Nunca negamos que isso poderia acontecer, mas diante da perspectiva do que ocorreu na Europa, em São Paulo e no Rio de Janeiro, conseguimos nos preparar e reduzimos bastante o número de vítimas aqui. Doentes nós tivemos vários e continuamos tendo, estamos numa segunda onda, sem ter terminado a primeira, diferente do que aconteceu em outros países, nós não tivemos um fim completo”, destaca Dr. Maurício.

Sobre o aumento do número de contaminados nas duas últimas semanas, o Diretor Presidente da Unimed reitera que temos que continuar tomando os cuidados: álcool em gel, uso de máscara e afastamento social. “Em nenhum momento acho que vale a pena fazer um lockdown, fechar tudo novamente, mas precisamos ter a consciência de que as nossas mãos são transmissoras de vírus. Daqui para frente, enquanto não tiver uma vacina realmente eficaz e todo mundo estiver vacinado, a gente vai ter que mudar um pouco as nossas cabeças. Infelizmente isso cansa, oito meses a gente parado cansa, todo mundo está louco para sair, passear, mas se a gente continuar fazendo essas coisas, vamos manter tranquilamente mais um ano de pandemia. Então,  não adianta a Unimed, a prefeitura, os médicos, os enfermeiros trabalharem dia e noite para cuidar dos pacientes se nós no dia a dia não fizermos a nossa parte. Cada cidadão tem que pensar nisso, é importante. Vamos trabalhar, mas com cuidados, não lotar lojas, supermercados. Agora está chegando o final do ano, vamos às compras, mas com consciência e cuidados. Aí nós vamos ter um saldo melhor ainda. Nosso saldo aqui é bom, porque a gente trabalhou desde o começo, com toda a parte de educação, políticas públicas, mas se a gente relaxar um pouco mais, nós vamos acabar tendo mais perdas. Então, vamos continuar com esses cuidados que a gente teve até agora”, orienta.

Tomar os cuidados necessários, essa é outra lição que o Eliseu aprendeu depois de passar pela doença. “Eu gostaria de falar para as pessoas se cuidarem. Apesar de me cuidar bastante, eu peguei, imagine quem não se cuida. Foi sofrido demais. Esse vírus acaba com a pessoa mesmo”. E a expectativa dele daqui para frente é: “viver bem, viver feliz, com minha família e meus netos. Curtir mais, viver mais. A pessoa para ser feliz ela precisa se gostar, daí vai dar certo na vida. É isso que eu digo para as pessoas: seja feliz gostando de si mesmo!”, finaliza.

Muita coisa mudou na vida do empresário Eliseu Zimmerman da Motta nos últimos seis meses. A luta contra a Covid-19, os 35 dias internado entre a vida e a morte mudaram a sua forma de viver e enxergar a vida

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