EXPANSÃO E CONEXÃO
Frimesa renova identidade e se posiciona como “cooperação que alimenta” para conquistar o consumidor
Com faturamento de R$ 7 bilhões em 2025 e plano de chegar a R$ 15 bilhões até 2032, cooperativa aposta no roxo como símbolo de qualidade e na comunicação direta com quem leva seus produtos à mesa
Texto por Ana Cláudia Valério/ Assessoria . Fotos por Ana cláudia valério/Divulgação . 2 de abril de 2026 . 11:34
A Frimesa, uma das maiores cooperativas brasileiras do setor de proteína animal, decidiu que era hora de falar diretamente ao coração — e aos olhos — de quem mais importa: o consumidor. O lançamento de um novo posicionamento de marca e identidade visual, apresentado em coletiva de imprensa, no último dia 27, marca uma virada estratégica na trajetória da cooperativa, que completa quase 50 anos de história.
A nova bússola da Frimesa aponta para o ponto de venda e para a jornada do consumidor, superando a fase em que o foco principal residia na força produtiva industrial. Com o rebranding, a marca busca evidenciar sua capacidade de entregar “comida de verdade”, fortalecendo a relação direta com o varejo. O símbolo mais visível dessa transformação é a adoção do roxo como cor predominante, uma escolha que, segundo o presidente executivo da Frimesa, Elias Zydek, não aconteceu por acaso. “Nós buscamos especialistas e todos sabem que a primeira impressão que causa ao consumidor é a cor. Quando ele bate o olhar numa prateleira de supermercado, ele vai olhar a cor. Isso é que vai atraí-lo. Depois vem o formato e as letras”, explica Zydek.
A estratégia, segundo ele, é clara: fazer com que o roxo seja imediatamente associado à Frimesa. “O grande objetivo é de que todo consumidor, quando vê o roxo no ponto de venda, ele saiba: é a Frimesa”.
UM PROPÓSITO QUE VEM DO CAMPO – Mas a mudança vai muito além da estética. Por trás do novo visual, há um reposicionamento profundo, ancorado em um conceito que sintetiza a essência da cooperativa: “cooperação que alimenta, do campo à mesa”.
Para o presidente executivo, essa mensagem representa algo que já existia na prática, mas que nunca havia sido comunicado de forma tão direta. “Nós procuramos buscar um conceito que representasse aquilo que há muito tempo se faz e que a gente não conseguia transmitir de forma clara e objetiva para o nosso consumidor. Então, se construiu, se uniu, na verdade, os fatos que estão acontecendo para poder expressar de uma forma clara e objetiva”, reforça.
A frase, que une a essência, o propósito e as crenças da cooperativa carrega um duplo significado: ao mesmo tempo em que evidencia o compromisso com a qualidade e a rastreabilidade, também humaniza toda a cadeia produtiva, desde o trabalho dos cooperados até a chegada ao prato do consumidor. “Não existe nada mais lindo, mais honroso do que você, através da cooperação, nutrir as pessoas com comida de verdade”, afirma Elias Zydek.
NÚMEROS QUE TRADUZEM GRANDEZA – A nova fase da Frimesa chega respaldada por números expressivos. Em 2025, a cooperativa alcançou receita bruta de R$ 7 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior, com R$ 821,59 milhões gerados em tributos e encargos. Do total, o setor de carnes respondeu por R$ 5,3 bilhões (75,65% do faturamento), enquanto os lácteos contribuíram com R$ 1,5 bilhão (22,50%).
As exportações representaram 26% do faturamento bruto, totalizando R$ 1,83 bilhão, uma evolução expressiva de 36,05% em relação ao ano anterior. O mercado interno respondeu pelos outros 74%, com R$ 5,2 bilhões.
A cooperativa é hoje a 1ª empresa do Paraná em abate de suínos e a 4ª maior indústria de carne suína do Brasil. No setor lácteo, ocupa a 2ª posição no Paraná e a 12ª no país. Em ranking nacional, figura como a 228ª maior empresa do Brasil, sendo a 20ª no Paraná e a 59ª no Sul do país.
A estrutura da Frimesa conta com 6 unidades fabris — três dedicadas à carne suína e três ao setor lácteo — além de 12 filais de vendas e 15 centros de distribuição. A capacidade atual de processamento é de 15 mil suínos por dia e 1,2 milhão de litros de leite/dia.
RESPONSABILIDADE SOCIAL E GERAÇÃO DE EMPREGOS – O impacto positivo da Frimesa também se reflete na geração de trabalho e renda. A cooperativa mantém 12.986 empregos diretos, com uma divisão praticamente igualitária entre gêneros: 49,48% de mulheres e 50,52% de homens. Ao todo, 23.914 pessoas estão envolvidas com a operação da Frimesa, incluindo 1.485 produtores de leite e 1.062 produtores de suínos.
Destaque para a unidade de Assis Chateaubriand, considerado o maior frigorífico da América Latina. Com 60 edificações espalhadas por uma área de 115 hectares, o complexo representa um investimento R$ 1,35 bilhões na construção da nova indústria. Quando concluídas as quatro etapas do projeto, a unidade terá capacidade para abater 15 mil suínos por dia e gerará 8 mil empregos.
EXPANSÃO E METAS PARA 2032 – Assumir o novo posicionamento impõe um compromisso de grande escala. Zydek reconhece que a proposta exige atenção em todas as etapas da produção. “Ao mesmo tempo, nós estamos assumindo um grande compromisso, uma grande responsabilidade, porque você tem que fazer isso acontecer em todas as etapas da cadeia produtiva. Mas é isso que nós propomos, por isso que chamamos de grande propósito dessa nova era da Frimesa”, esclarece.
O movimento acontece em um momento de expansão estratégica da cooperativa. Além do rebranding, a Frimesa abriu um escritório corporativo em São Paulo, consolidando sua transição de uma força produtiva regional para uma marca de presença nacional.
A meta para 2026 é alcançar R$ 8,03 bilhões em receita e R$ 115,98 milhões em sobras. Mas o horizonte mais ambicioso está no Plano 2032, que prevê um faturamento de R$ 15 bilhões, mais que o dobro do registrado em 2025.
Para atingir esse objetivo, a cooperativa planeja ampliar sua capacidade de abate para 23 mil suínos por dia, o que elevará sua participação no mercado nacional de suinocultura dos atuais 8% para 14%.
O ROXO COMO FAROL NAS GÔNDOLAS – A escolha do roxo também foi fundamentada em pesquisas de comportamento de compra. No imaginário coletivo, tons de roxo e vinho já são associados a produtos de maior valor agregado nos segmentos de carnes suínas e lácteos premium. Ao assumir esse código cromático, a Frimesa não apenas se diferencia no ponto de venda, mas também alinha sua comunicação à percepção de qualidade e sofisticação.
Com a nova identidade visual, a Frimesa aposta em um reposicionamento que dialoga com as exigências contemporâneas – transparência, sustentabilidade e valorização da origem dos alimentos – sem abrir mão de sua essência cooperativista. Mais do que uma mudança de logotipo e cores, o movimento representa um novo capítulo na história da cooperativa: o de uma marca que, ao olhar para o consumidor, se reconhece ainda mais fiel ao que sempre foi.
PRESENÇAS – Além da presença do presidente executivo da Frimesa Elias Zydek e da equipe local de comunicação Institucional, o encontro com a imprensa também teve a participação remota do superintendente comercial, Rodrigo Fossalussa, e do Gerente de Marketing, Eduardo Rizzo, que trabalham no escritório de São Paulo.
SOBRE A FRIMESA – Fundada em 1977, a Frimesa é uma cooperativa consolidada no setor de proteína animal, com atuação nos segmentos de carnes suínas e lácteos. A cooperativa é resultado da integração de cinco cooperativas filiadas — Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato — e mantém 12 escritórios comerciais e filiais de vendas em sete estados brasileiros.






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