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Memórias

MEMÓRIA

Estrada Federal – BR 277

Data de publicação original: 05/12/2024

Número da edição original: 2339

As estradas, trilhas e caminhos sempre foram pontos importantes de ligação entre os povos, seja para transações comerciais, comunicações ou trocas culturais. Os Caminhos do Peabiru, por exemplo, é um conjunto de trilhas transcontinental pré-cabralina que foi usada por diversos povos indígenas, como os Guarani, Kaingang, Xetá e, depois, por exploradores europeus, jesuítas e incas. Os caminhos serviam tanto para a comunicação e comércio entre aldeias, quanto para fins religiosos. Essas trilhas faziam ligações entre diversos estados brasileiros e outras regiões da América do Sul. No Estado do Paraná, a malha de trilhas se inicia em Curitiba, passa por Peabiru e segue até Foz do Iguaçu, passando também por Medianeira.

Durante o século XIX e início do século XX a principal forma para se chegar a região oeste do Paraná era por meio de navegação pelo Rio Iguaçu. Os viajantes chegavam no Porto Iguaçu e de lá seguiam viagem para seus destinos, como Foz do Iguaçu e região do entorno, Paraguai e Argentina.

Porto Iguaçu no início do século XX

Em meados do século XX surgiu a “Estrada Federal BR-277”. De forma bem precária, a estrada ligava o Porto de Paranaguá com o restante do estado, passando por diversas regiões, inclusive Medianeira, finalizando em Foz do Iguaçu. A partir da 1950 com a atuação das empresas colonizadoras na região, essa estrada começou a ser mais utilizada, mas de acordo com os relatos dos pioneiros, as viagens duravam dias, especialmente quando chovia.

Durante a década de 1960, com as atividades econômicas da região em pleno desenvolvimento e expansão, surgiu uma nova demanda, a pavimentação da “Estrada Federal”. O Jornal “O Encontro”, em sua primeira edição publicada em 20 de outubro de 1967, abordou sobre a importância da rota de ligação “entre o oeste e o progresso”.  O periódico afirma: “que é de suma importância para o setor dos transportes rodoviários que dependem quase inteiramente da BR-277, a pavimentação asfáltica. Pois as riquezas que aqui se encontram poderão desta forma alcançar os centros consumidores num espaço de tempo bem mais curto do que o empregado atualmente”.

A notícia da pavimentação da rodovia foi comemorada por todos os medianeirenses como uma possibilidade de integração comercial e inserção no progresso, tendo em vista que o município passava por um desenvolvimento econômico e crescimento populacional nesse período.

O Jornal “O Encontro”, em sua primeira edição publicada em 20 de outubro de 1967, abordou sobre a importância da rota de ligação “entre o oeste e o progresso”
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A Casa da Memória Roberto Antonio Marin de Medianeira é a guardiã das memórias do município, um espaço dedicado à documentação, pesquisa e resgate do Patrimônio Cultural.

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