MEMÓRIA
Memória e Paisagem
Texto por ASSESSORIA . Fotos por Arquivo Prefeitura Municipal/Divulgação/Acervo Casa da Memória . Republicado em 3 de dezembro de 2025 . 16:21
Data de publicação original: 06/02/2025
Número da edição original: 2346
Ao falarmos do Paço Municipal Prefeito José Della Pasqua e do Parque 25 de julho, a imagem que vem em nossa mente é como está hoje, com um prédio imponente, os jardins, o playground e os espelhos d’água. Mas, alguém se lembra como era o local há 40 anos atrás?

O ser humano tem uma relação frágil com a memória das paisagens. Em poucos anos, esquecemos como eram os lugares que frequentávamos, como se a natureza e a cidade fossem eternamente moldáveis e sem passado fixo. Uma árvore cortada, um rio poluído, um campo transformado em asfalto – essas mudanças acontecem diante de nossos olhos, mas nossa mente se adapta e ressignifica rapidamente o espaço ao redor.

A memória da paisagem é efêmera porque a atenção humana é seletiva. Focamos no que está presente, não no que desapareceu. A tecnologia e a vida acelerada intensificam esse esquecimento. As telas nos distraem da contemplação e do registro mental dos espaços. Fotografamos, mas não observamos. A paisagem se torna pano de fundo, e sua transformação se dá sem resistência ou reflexão. Só quando buscamos memórias antigas ou revemos uma foto de anos atrás, é que percebemos o que se perdeu.
A região onde hoje está situada a Prefeitura Municipal de Medianeira e o Parque 25 de Julho, era chamada de Vila Maricá. Nos arquivos da Prefeitura encontramos diversas fotografias do local, referentes a um alagamento que aconteceu em 1983. Embora, o local esteja tomado por água, é possível observarmos a paisagem com as ruas ainda de terra, as casas de madeira e um período em que ainda existiam muitas árvores em Medianeira.

E assim, o mundo muda sem que o notemos de verdade. As paisagens não desaparecem apenas no espaço físico, mas também na memória coletiva, tornando-se apenas um eco distante de algo que já foi e que poucos lembram como realmente era. Por isso, surgiu a Casa da Memória Roberto Antonio Marin, para garantir que as memórias fiquem registradas e arquivadas para que nem as paisagens se percam com o urdir do tempo histórico.


A Casa da Memória Roberto Antonio Marin de Medianeira é a guardiã das memórias do município, um espaço dedicado à documentação, pesquisa e resgate do Patrimônio Cultural.
Rua Argentina, nº 1546, Centro (antiga Prefeitura), Medianeira/PR
(45) 3264-8602
www.casadamemoriademedianeira.com.br
Horário de funcionamento: de segunda à sexta das 8h30min às 12h e das 13h30 às 17h30min, aos sábados das 13h às 17h


Comentários