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Memórias

MEMÓRIA

Temporais em Medianeira e a benção do Padre

Data de publicação original: 30/01/2025

Número da edição original: 2345

A História da Humanidade é marcada por desastres ambientais. Em nossa região, já tivemos vários casos de alagamento e temporais e alguns episódios, que ficaram marcados na memória coletiva.

Uma dessas histórias que ficaram marcadas no imaginário dos medianeirenses foi a benção do Padre. A data certa da benção se perdeu no tempo. Em relação ao nome do Padre, autor da benção, é motivo de controvérsias, há quem diga que foi o Padre Anton e outros que afirmam que foi o Padre Germano. Independente do nome, o que ficou marcado na História de Medianeira é que certa vez o religioso começou a andar ao redor do município, fazendo rezas e benzendo todo o perímetro urbano para proteger contra os fortes temporais. No imaginário popular, após essa benção nunca mais Medianeira sofreu com vendavais fortes como o que ocorrera na década de 1960.

De acordo com as memórias da população, o Padre resolveu dar a benção depois de um forte temporal que acometeu a cidade na década de 1960. Desse episódio marcante, a Casa da Memória possui no arquivo algumas imagens que foram registradas em 1965.

Estragos em uma propriedade rural causados por um tornado que passou por Medianeira, em 1965. Na foto, o Prefeito Ângelo Darolt e moradores conferindo os estragos
Tornado que passou por Medianeira em 1965, deixando um rastro de destruição. Assolou diversas residências, incluindo a casa da Família Rosso, situada na Linha Saúde, vitimando uma criança de 2 anos de nome Clemente, filho de Família de Sigilfrido e Maria Rosso

Não é a primeira vez que nos deparamos com muitas histórias e memórias que se perderam na névoa do tempo histórico, como o exemplo do autor da benção sobre a cidade. São diversas informações importantes que após passar pela prática da oralidade, acabam sofrendo interferências e se alterando com o tempo. Este é um processo comum quando não há um espaço adequado de preservação da memória histórica. Por isso, a Casa da Memória Roberto Marin é um espaço essencial para preservar e valorizar a história local, garantindo que as informações, tradições e registros não se percam. Funcionamos como a guardiã da História, reunindo documentos, fotografias, relatos orais, objetos e outros elementos que contam a trajetória da nossa comunidade. Além de manter vivas as histórias do passado, a Casa da Memória promove a educação e o sentimento de pertencimento, conectando as gerações atuais às raízes de sua identidade. Atua também como um ponto de encontro para pesquisas, reflexões e celebrações, fortalecendo a cultura e a memória coletiva, que dão alma a nossa querida Medianeira.

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A Casa da Memória Roberto Antonio Marin de Medianeira é a guardiã das memórias do município, um espaço dedicado à documentação, pesquisa e resgate do Patrimônio Cultural.

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(45) 3264-8602
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