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Nosso Povo

Da madeira, o sustento

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Pompeu Bassi mudou-se para Medianeira em 1977. Na época foi uma grande novidade a instalação da indústria de artefatos na cidade

A indústria de artefatos de madeira Flapom é derivação dos nomes Flávio e Pompeu, irmãos que vieram morar em Medianeira em 1977 e decidiram empreender na cidade que ainda estava em ascensão. Essa é a história que contaremos na Coluna Nosso Povo desta semana, ao conversarmos com empresário medianeirense Pompeu Bassi sobre a Flapom. “Era a sequência de outra firma que tínhamos em São Paulo, a Indústria de Artefatos de Madeira Nova Era, para continuarmos a produzir esses artefatos e expandir nosso trabalho”, relembra.

Pompeu explanou como surgiu a iniciativa de mudar-se para Medianeira em 17 de outubro de 1977. “Nosso espaço de mercado pela Flapom ainda era pequeno, tínhamos que aumentar a produção e a madeira estava ficando muito cara naquela região. Por exemplo, lá eu pagava mil cruzeiros a cada um metro de madeira; aqui, comecei a pagar 200 cruzeiros. A outra vantagem é que eu não pagava frete para levar um caminhão de madeira até São Paulo, tirava nota aqui e levaria a mercadoria a qualquer lugar do país”, contou o empresário.

Na época foi uma grande novidade a instalação da indústria de artefatos em Medianeira, que tinha uma grande produção enviada a diversas regiões do país. “Nossa produção mensal chegou a 1,2 milhão de peças: cabo de ferro de passar roupa, de chave de fenda, carimbos, máquina de moer carne (pelo menos 10 mil por mês). Somente para a Wolkswagen, a cada dois meses, vendíamos 10 mil chaves de fenda com cabo de madeira que nós produzíamos; e para o Itaú, uma vez fizemos 1,2 milhão de cabos para carimbo. Tudo o que era relacionado a madeira, nós torneávamos aqui em Medianeira e meu irmão distribuía em São Paulo”, confirma.

O tempo passou, o mundo modernizou, a madeira foi escasseando, as leis ambientais tornaram-se mais rígidas e muitos produtos de madeira foram substituídos pelo plástico e baquelite (subproduto da madeira). “Tivemos que inovar para não perdermos o mercado. Fomos à Áustria, fechamos acordo com a Colop para importarmos e revendermos carimbos em todo o Brasil. Meu filho e sobrinho trabalham em São Paulo, representam e distribuem a Colop em todo o país, e eu atendo a região Oeste e Paraguai”, informa Pompeu.

A empresa completou 42 anos em 2019 e continua ativa. Pompeu sente-se feliz em ter contribuído com o crescimento de Medianeira e na oferta de trabalho a pelo menos 70 pessoas. “Sinto-me realizado em continuar trabalhando e ter dado oportunidade a jovens que, hoje, são profissionais bem colocados no mercado de trabalho”, concluiu.

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Nosso Povo

Por: Tanner Rafael Gromowski

Formado em Letras português/espanhol pela UDC Medianeira, pós graduado em Língua Portuguesa pela FAG Cascavel, trabalha como repórter e redator desde 2013 no jornal Mensageiro.

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