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Nosso Povo

Da prática do ensino para a prática esportiva

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Juliana Bortoli Rodrigues Mees nasceu em Umuarama e veio morar em Medianeira ainda criança, em 1990. Ela é casada com Evandro Rohling Mees desde 2005, mãe de Lívia (10) e Sofia (08). E é a nossa entrevistada da Coluna Nosso Povo desta semana.

Professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Medianeira, desde 2003, iniciou sua carreira como Assistente Tecnológica Ambiental na Cooperativa Central Frimesa, respondendo ambientalmente pela Unidade Frigorífica de Medianeira e demais Unidades de Laticínios de 2001 a 2003. “Retornei à UTFPR como professora ainda em 2003. Hoje atuo na Graduação de Engenharia Ambiental e Mestrado do Programa de Pós-graduação em Tecnologias Ambientais. Doutora há 10 anos, cursei Doutorado em Engenharia Agrícola na área de Saneamento Ambiental, ministro aulas e lidero um grupo de pesquisa nas áreas de Minimização, Aproveitamento e Tratamento de Efluentes domésticos e Industriais”, explicou a professora.

Profissionalmente, o ano de 2020 será um marco em sua carreira com a progressão à Professora Titular. “É o ápice da minha carreira profissional, fazendo-me refletir sobre a minha trajetória na instituição, desde aluna do curso Técnico em 1993 a professora, as funções e atividades no ensino, pesquisa, extensão e administrativas já desempenhadas, sendo a última a Chefia do Departamento de Ciências Biológicas e Ambientais (Gestão 2017-19) e os novos rumos que pretendo seguir. Pensando nisso, resolveu encarar mais uma graduação: estou no segundo ano do curso de Direito, para a minha formação pessoal e preparando-me para novas possibilidades profissionais, dentro e fora da Universidade”, afirmou Juliana.

Em 2013, o pedestrianismo entrou em sua vida, inicialmente como atividade física regular, com intuito de melhorar a qualidade de vida, reduzir estresse e fazer novos amigos. “Desde então, levarei um ditado para o resto da vida: ‘Se você quiser mudar seu corpo, exercite-se. Se você quiser mudar sua vida, torne-se um corredor’”, disse. E de lá para cá, foram mais de 6.500 km, entre treinos e provas com distâncias de 5 a 50 km. “Percorri trilhas em Manacapuru (AM); em Bonito (MS), na Ilha do Mel (PR), trilhas regionais e na Tríplice Fronteira, como as meias maratonas das Cataratas do Iguaçu e a maratona internacional de Foz do Iguaçu. Participei de provas com milhares de corredores, como as 10 Milhas Garoto (ES) e a volta da Pampulha (MG). Algumas competições foram bem desgastantes e difíceis, com cerca de 5 a 6 horas de duração, como os Trilhos dos Abutres na Serra do Lousã em Portugal, Year’s One Day em São Francisco/CA, (cerca de 50 km na praia, com frio, chuva, tempestade… Foi uma loucura!). Além de ter realizado um sonho em 2018, ao participar da renomada ‘The Great Wall Marathon’, na Muralha da China. Experiências onde cada km foi um presente, de superação, otimismo, aprendizado, controle físico e mental”, confirmou.

E antes de finalizar a entrevista, a professora e esportista reflete: “Coisas incríveis só acontecem quando temos esperança e coragem para realizá-las, entendendo a esperança como sinônimo de fé e a coragem como sinônimo de força. Em sua vida isso só é possível graças ao incondicional apoio familiar, especialmente de seu esposo e filhas, com o esporte/corrida e o trabalho voluntário que traz uma maior empatia e gratidão – dispondo parte do meu tempo, juntamente com sua família, participando e auxiliando em ações voluntárias, junto a clubes de serviços, associações e entidades beneficentes de Medianeira”, finalizou.

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Nosso Povo

Por: Tanner Rafael Gromowski

Formado em Letras português/espanhol pela UDC Medianeira, pós graduado em Língua Portuguesa pela FAG Cascavel, trabalha como repórter e redator desde 2013 no jornal Mensageiro.

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