N

Nosso Povo

Lugar de mulher também é na política

PUBLICIDADE

Clecy foi vereadora por dois mandatos e Secretária de Educação por três vezes em Medianeira

Inserida na nossa edição especial do Dia da Mulher, a Coluna Nosso Povo desta semana conta a história de Clecy Maria Capellari Gravina, que foi vereadora por duas vezes e Secretária de Educação nos mandatos dos prefeitos Armindo Pandolfo, Adolpho Mariano da Costa e Antônio Luiz Baú.

Ao relembrar como entrou na política, Clecy confirma que foi um privilégio fazer parte das administrações municipais, em especial quando Adolpho foi prefeito. “Ele acreditava muito no potencial das mulheres em governar, em se envolverem com a política, em qualquer área importante da sociedade. E quando seu mandato estava terminando, me convidou para que eu participasse do processo político, que eu fosse candidata a vereadora. Confesso que, no começo, relutei um pouco por ser uma novidade ter mulher na política. Mas os argumentos, o incentivo para que elas estivessem mais engajadas e a confiança que ele transmitia, me convenceram a estar envolvida na política. Aceitei disputar a eleição pelo PMDB, fui a mais votada dentro do Partido e tive a oportunidade de fazer parte do Poder Legislativo. Ainda tentei a reeleição, mas não consegui o segundo mandato; mas na eleição de 1996, conquistei meu segundo mandato”, contou Clecy.

Com duas legislaturas na Câmara de Vereadoras, Clecy exaltou o aprendizado de vida e os bastidores. “Você ver de fora o que está acontecendo nos Poderes é muito diferente de participar do processo. Como expectadores, vemos o que acontece na luz do dia; mas participando, você tem acesso aos bastidores. Por muitas vezes fiquei surpresa e, de certo ponto, decepcionada ao ver o que acontecia lá dentro: é lá que você vê quem é quem, os conchavos, acertos, quem está preocupado em defender/apoiar matérias de interesse do cidadão. Muitos legislavam em causa própria e para defender seus grupos políticos. E apesar de tudo, é muito importante você participar, deixar a sua marca e fazer alguma coisa em prol dos medianeirenses”, destaca.

A ex-vereadora também opinou sobre a participação das mulheres na política. “Ainda está muito aquém do desejado, mesmo com a maior cobrança da Justiça Eleitoral nas últimas eleições municipais, para que os partidos políticos tenham maior cota de mulheres candidatas. Nós representamos a maioria dos eleitores no Brasil e, se analisássemos esses números, teríamos quantidade ainda maior de mulheres candidatas. É necessário que os poderes políticos/instituições incentivem muito mais a participação feminina na política, pois traria benefícios à sociedade. Há pesquisas que apontam que, quando a mulher assume um cargo executivo, principalmente nos municípios, a probabilidade de ocorrerem atos de corrupção é menor em relação aos homens; além de sobrar recursos para saúde, segurança e educação”, explicou Clecy.

Ao concluir a entrevista, Clecy ainda falou sobre a importância das mulheres estarem mais envolvidas politicamente. “Ainda temos muito espaço a ocupar, mesmo com todas as dificuldades ainda enfrentadas. E desses obstáculos, há pelo menos dois que mais dificultam as mulheres a se entusiasmarem no envolvimento político: primeiro é o financeiro. As candidatas têm mais dificuldades em conseguir recursos financeiros repassados através das bancadas. E o outro ponto é o tempo: precisa dividir seu tempo entre o trabalho, afazeres domésticos, cuidar dos filhos e prosseguir com a campanha. Mas os tempos estão mudando e mais mulheres estão ocupando as vagas, como aconteceu com a eleição da prefeita Karla Galende em Santa Terezinha de Itaipu, a reeleição da prefeita Cleide Inês Griebeler Prates em Itaipulândia, e das vereadoras Aninha dos Santos Lima, Lucy Regina Andreola Fernandes e Delcir Berta Aléssio em Medianeira. Ainda acredito que mais mulheres entrarão na política nos próximos anos”, finalizou.

Nosso Povo

Por: Tanner Rafael Gromowski

Formado em Letras português/espanhol pela UDC Medianeira, pós graduado em Língua Portuguesa pela FAG Cascavel, trabalha como repórter e redator desde 2013 no jornal Mensageiro.

Comentários