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Nosso Povo

TURISMO CULTURAL

Missalense em Turismo pela Alemanha e Áustria

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Em um dos pontos visitados na Alemanha, Silvana Lang Spohr conheceu a Ilha Mainau no Lago Constança, um local onde há muitas borboletas

A coluna Nosso Povo desta semana é sobre a professora aposentada de Missal, Silvana Lang Spohr. Natural de Roque Gonzales (RS), lecionou História, Geografia e Sociologia durante 37 anos, 8 meses e 16 dias. E mesmo afastada das salas de aula, jamais deixou de lado sua paixão por conhecer bem os lugares onde visitou.

E em pouco mais de um mês, durante julho e agosto, visitou suas sobrinhas da família Kist em Buchloe (Márcia), Dirlewang (Clarice) e Germaringen (Inês) na Alemanha; e Beatriz em Egg na Áustria. Nesta estadia pelos dois países, conheceu muitos pontos turísticos. “Dentre eles, a Insel Mainau, uma ilha que fica no lago que passa por Alemanha, Áustria e Suíça; conhecida como Ilha das Flores de três mil metros quadrados. Na Suíça, fomos no Grutten Barr em Zurich: uma gruta iluminada que você entra num lado e sai do outro da montanha. Quando fomos, fazia 40 graus; e lá dentro, zero grau. Também conhecemos os Alpes, aonde as pessoas vão esquiar no inverno”, disse a professora.

Outro ponto observado pela Silvana é a questão cultural dos alemães em organização, segurança e reciclagem. “São fenomenais: as cidades são limpas, organizadas. As moradias não são rodeadas por muros, há gramado e jardins no limite da rua; bem diferente daqui, que vivemos cercados em muros e grades. A reciclagem é outro ponto importante: aqui reciclamos também, mas comparando com os alemães, estamos engatinhando. Cada morador tem em sua casa um tanque de compostagem. Tudo o que é coletado pelos órgãos públicos são os absorventes, papel higiênico e fraldas descartáveis. Nos supermercados, há máquinas que recolhem garrafas pet para reciclar. Vidros de conserva e latas, tudo é retornável. E se você quer comprar uma quantia de molho, por exemplo, você deve levar uma embalagem; evitando desperdício”, pontuou.

E ao contrário do brasileiro, que na maioria das vezes é acolhedor aos visitantes, os alemães são mais reservados e frios, conforme afirmou a professora. “Eles não costumam conversar ou dar atenção a ‘estranhos’. E, dependendo do lugar que você for e ficar olhando fixamente, é capaz da pessoa não gostar e arranjar confusão contigo – além do custo de vida ser mais em conta. Já os austríacos são muito receptivos e o custo de vida é muito elevado”.

Mas o que realmente a deixou admirada foi que as crianças nas férias de verão da Áustria podem trabalhar. “Teve um menino de 11 anos que foi recrutado para ir aos Alpes tratar suínos, tocar vacas, tirar leite, fazer queijo. E nesses 40 dias de trabalho, ele ganhou 800 euros (cerca de R$ 3.500) – ao contrário do que acontece aqui no Brasil, que é considerado exploração, a não ser como Jovem Aprendiz”, declarou Silvana.

Visitando ambos os países, não tínhamos como deixar de tocar no assunto da Segunda Guerra Mundial. Questionada se ela havia conhecido algum lugar que lembrasse o conflito de 06 anos, a professora recordou a ida ao Campo de Concentração de Dachau ainda em 2000. “Entramos lá era 08 da manhã e saímos às 16 horas. No início, foi uma euforia para conhecer um espaço histórico, porém, ao sairmos no final da tarde, todos tristes pelo clima estressante. Ainda parecia que os fornos crematórios estavam em pleno funcionamento, havia sensação de fumaça pelos espaços que percorríamos. É impressionante… Aquela noite eu não consegui dormir porque não parava de sonhar com os extermínios que aconteceram”, relembra.

E nessa ida recente, ela também visitou Middenheim, cidade que fica na divisa com a Áustria; e outros pontos relacionados à Segunda Guerra. “Era um forte onde os moradores dessa cidade ficaram refugiados num subterrâneo de uma igreja, e se defendiam dos nazistas e demais tropas invasoras. Ainda está preservado, com as trincheiras e canhões. Hoje é uma igreja-museu como patrimônio público, que o governo alemão administra. E nos cemitérios que visitei, encontramos muitos de nossos antepassados, como Lang e Luft, que morreram no conflito. Parecia que você entrava no clima da guerra, é algo chocante… Mesmo conhecendo agora, você sente a tristeza nos ambientes, porque relembramos que nesse e em tantos outros lugares, muitos morreram por causa de um ‘líder’ que levou boa parte do mundo a um banho de sangue – vitimando mais de 60 milhões de vidas”, concluiu Silvana.

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Nosso Povo

Por: Tanner Rafael Gromowski

Formado em Letras português/espanhol pela UDC Medianeira, pós graduado em Língua Portuguesa pela FAG Cascavel, trabalha como repórter e redator desde 2013 no jornal Mensageiro.

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