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Nosso Povo

Pilares construídos pelo esporte

Ana Luiza França Benjamim é a mais nova dos três filhos de Terezinha Halmenschlager e Antonio França Benjamim. Além dela, Maiara e Marco. Sobre a sua infância, ela fala que mal sabia que todas as brincadeiras estavam modulando suas capacidades físicas para o futuro. “Minha infância foi muito boa e prazerosa, daquelas que faz a gente sentir pena das crianças da atualidade por, talvez, nunca poderem experimentar. Corríamos e brincávamos o dia inteiro, e criávamos para minha mãe um grande desafio: convencer-nos a entrar para comer”, relembra.

Aos 11 anos, uma amiga de infância e também vizinha a convidou para ir ao treino de vôlei da Escola Olavo Bilac, com a professora Marli. “Eu, por gostar muito de qualquer tipo de atividade que envolvia correr e suar, acabei aceitando. Depois de uns meses, comecei a treinar e competir com o time do professor Juruna, no Colégio Mondrone. Entre vitórias e derrotas, eu percebi que a felicidade estava naqueles momentos em que o árbitro apitava o começo do jogo. Fiz parte de um time que defendeu Medianeira em vários campeonatos, inclusive a Taça Paraná – um dos maiores campeonatos de voleibol da América Latina”, comenta Ana.

Aos 16 anos, a atleta decidiu alçar voos maiores. “Deixei o conforto para trás e comecei a defender o brasão de Marechal Cândido Rondon, com o professor Miro, o que me proporcionou grande evolução na parte esportiva, mas, também, na parte acadêmica, já que tive a oportunidade de estudar em uma das melhores escolas do Paraná, o Colégio Martin Luther. No começo de 2024, aos 19 anos de idade, desembarquei na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Conquistei, com a ajuda da agência de intercâmbio esportivo, TIEBREAK, uma bolsa de estudos em uma faculdade americana, e, atualmente, curso Psicologia e jogo voleibol por St. John’s University”, conta Ana sobre a sua trajetória.
Hoje, ainda nos Estados Unidos, ela afirma que apesar dos grandes desafios, percebe que evoluiu bastante e sente muito orgulho da Ana de 11 anos. “O esporte moldou grande parte do meu caráter e valores. Comprometimento, disciplina e responsabilidade têm se tornado os pilares da minha vida. Apesar de eu odiar perder, aprendi que pode ser tão valoroso quanto ganhar. O esporte, também, me ensinou a persistir, mas eu gosto de pensar que isso já era um valor bem definido desde criancinha, quando eu caia de bicicleta, ficava toda machucada e, mesmo assim, minha mãe continuava tendo dificuldade em me convencer a entrar para almoçar”, recorda orgulhosa.

Ana se diz muito grata por tudo o que o esporte proporcionou e proporciona, e, principalmente, pelas pessoas que teve a oportunidade de conhecer durante toda essa jornada. “Minha sincera gratidão a todo mundo que fez parte disso, eu sou, realmente, uma pessoa de muita sorte”, finaliza.

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Por: Ana Cláudia Valério

Mestre em Educação, Especialista em Docência no Ensino Superior e graduada em Comunicação Social – Jornalismo. Tem experiência em Jornalismo nas áreas de Televisão, Assessoria de Comunicação e Jornal Impresso, tendo trabalhado em veículos de comunicação, instituições de ensino superior e campanhas políticas. Hoje é editora do Jornal Mensageiro e coordenadora de Gestão e Memória da Casa da Memória Roberto Antonio Marin, de Medianeira.

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