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Uma história na vida pública

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Darcilo José Mueller nasceu em Sinimbu, Distrito de Santa Cruz do Sul (RS), em 26 de fevereiro de 1943. Formou-se como Técnico em Contabilidade e em Gestão Pública (gradação concluída recentemente), vindo a Medianeira em fevereiro de 1968 – e foi muito bem recepcionado pelos moradores. “Cheguei de mudança num domingo de manhã, em um caminhão com a minha atual esposa, Neiva Salete Mueller, e eu estava de férias no Banco Agrícola Mercantil que eu trabalhava. No mesmo dia, à tarde, aconteceria o clássico de futebol municipal Cesum União versus Grêmio Esportivo Medianeirense. Como meu cunhado sabia que eu jogava futebol, foi atrás das lideranças do Grêmio e acabei jogando na equipe; mesmo sem estar preparado. Após o jogo, a equipe adversária me procurou, já com indicação de emprego na Companhia Paranapanema (que executava um trecho do asfalto que seria a BR-277, entre Matelândia e São Miguel do Iguaçu). Certamente eles gostaram do meu jeito de jogar futebol, mesmo sendo desconhecido (risos). Voltei a Porto Alegre para resolver minha situação no banco e definitivamente comecei a morar em Medianeira”, recorda Darcilo.

Pouco tempo após a chegada a Medianeira em 1968, começou a se envolver com a política, sendo eleito vereador e trabalhando como secretário em quatro municípios. “Fui eleito para o mandato de janeiro de 1972 a 31 de dezembro de 1976, realizando praticamente todo o meu trabalho no então distrito de Missal; onde fui um dos coordenadores da campanha de emancipação político-administrativa daquela cidade. Depois, fui secretário do prefeito Luciano Kreutz por dois mandatos. Posteriormente, fui trabalhar como secretário de Administração/ Finanças nas prefeituras de Guaraniaçu, Nova Santa Rosa e, por fim, em Marechal Cândido Rondon”.

Darcilo também relembra como foi atuar como vereador na Câmara Municipal. “Como estávamos localizados na faixa de segurança nacional, os vereadores não recebiam remuneração como acontece hoje – ‘pagávamos’ para exercer a função. Durante o meu mandato, quando eu precisava me deslocar de Missal para Medianeira, precisava tirar do meu bolso o custo do combustível quando as reuniões aconteciam à noite nas segundas-feiras; além das extraordinárias que às vezes o prefeito convocava. Viagens a Curitiba para atender demandas do município? Tudo era custo do meu bolso, não recebia diárias da Câmara como acontece hoje. Me dediquei para fazer um bom mandato e conseguíamos atender aos munícipes, fiscalizávamos obras ou qualquer ação que realizavam para saber o andamento do trabalho”, pontuou. “Era considerado um serviço comunitário, e acredito que a função de vereador ainda deveria ser um trabalho voluntário sem qualquer remuneração financeira. Haveria interesse de efetivamente trabalhar pela população”, opinou Darcilo.

Sobre conseguir recursos no governo Estadual para realizar obras, o contabilista relembra um fato interessante que aconteceu durante uma visita a Curitiba. “Fazíamos o projeto e efetivamente éramos atendidos pelo governador. Não acontecia igual hoje, que é uma burocracia, leva meses ou até anos para conseguir os recursos. Como exemplo, lembro que Missal naquela época ainda não tinha telefone. Fui até Curitiba, fiquei esperando das 09 da manhã até às 19 horas para ser atendido pelo presidente da Telepar; para confirmar que Missal teria o primeiro telefone. Essa era a maior dificuldade: conseguir uma audiência e ter acesso às autoridades”, disse.

Ao encerrar a entrevista, Darcilo comentou sobre sua relação de vida com o Jornal Mensageiro. “Acompanho o jornal desde sua fundação em 17 de maio de 1974. Sou muito grato a Mirtis Maria Valério, que sempre abriu espaço para divulgar minha vida pública, sendo autoridade municipal ou empresário”, finalizou.

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Por: Tanner Rafael Gromowski

Formado em Letras português/espanhol pela UDC Medianeira, pós graduado em Língua Portuguesa pela FAG Cascavel, trabalha como repórter e redator desde 2013 no jornal Mensageiro.

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